
" A existência de uma mascara só é inadequada, pois pressupõe que haja um rosto verdadeiro.". Será que nunca somos nós mesmos? Em que lugar da alma se encontra a verdadeira essência? Ou talvez aonde fica o endereço da alma? Aparência meu amigo, tudo é aparência. Por que digo isso? Segundo Erving Goffman, a vida é um palco e todos nós somos atores sociais. Uma eterna atuação, arriscaria dizer até adaptação.
O mundo poderia decodificar-se em uma troca de interesses. Não que isso seja ruim, interesse não necessariamente é traduzido em algo que alguém tenha de cair para que um interesse tenha sido realizado. Mas evidentemente temos diversos objetivos na vida, e nos relacionamos afim de encontrar um caminho que corresponda àquele objetivo. As pessoas em que convivemos, se não fazem parte de um laço natural, convivemos por vontade própria, e se convivemos temos algo a receber e a acrescentar. Objetivos, interesses, vontades. Tudo corre de acordo com uma lógica individualista que se divide em diferentes ramos do individualismo, inclusive o desinencial, aquele oculto que não se observa à primeira vista, mas está lá.
A teoria individualista desinencial, é simples, e traduz perfeitamente o que quero dizer. Caridade, fazer caridade está em moda agora, ajudar os outros é bonito e faz bem para alma. No entanto o pessoal, isso inclui celebridades, e por que não as incluiria? Enfim, uma galera usa da caridade como forma de promoção pessoal. E alguns são muito criticados por isso, mas nós fazemos isso todos os dias. Quando uma amiga precisa de palavras reconfortantes, as damos. Pura atuação. Ela fica satisfeita, tem uma boa imagem de ti, e você fica realizado, não por ajudar de fato, mas por saber que é uma pessoa melhor e saber que as pessoas também acham que você é uma pessoa melhor. Promoção interna e externa. Eficiente. Auto-estima agradece.
Não quero que concordem comigo, e sei que essa opinião traz um caminhão de críticas em sua bagagem. No entanto uma visão fria das relações sociais, dá-nos a condição de perceber quão medíocre elas são. Não quero que se preocupe com isso, não quero me preocupar com isso. Quero esquecer e acreditar em algo sobrenatural que faça isso tudo parecer brincadeira de criança. Algo que reconforte. E na espiritualidade procurar minha essência, uma auto-comunicação que me livre de interesses ou personificações fajutas. Somente eu e eu mesmo, e quem sabe Irene, mas não vem ao caso. A questão é que meu interior me engana, e como não posso enganar você, se mesmo eu estou enganado? Engana-se quem pensa que é verdadeiro e sincero, enganados somos a todo momento, engana-se a verdade ou a realidade, não importa a ordem. O mundo é uma grande mentira, uma bela, sarada e loira mentira. Então aproveitem, atuem, todos nós fazemos nossa própria malhação e se um dia se destacar quem sabe uma novela das oito.




Aquilo ocorria ano após ano, e era sempre igual. Até que um dia, paralisei. Não por aquelas idiotices todas. Mas fiquei encantado. Lá no canto sentava uma moçinha loira, estava sozinha, não fisicamente mas em mentalmente. Parecia perdida em seus próprios pensamentos, o que mais tarde eu descobriria que é uma característica dela, perder-se. Pois bem, voltei para sala, pra casa, pra escola, pro inglês, pra casa, escola, inglês, casa, escola, inglês. Até que eu percebi que também a encontrava no inglês, de certa forma fiquei feliz sim, ainda que não tivesse nenhum tipo de contato, nenhum mesmo, nothing. Mas em silêncio ficava observando, e bolando estratégias para que um dia pudesse me aproximar. Mas eu era idiota de mais para pensar em algo inteligente, que mais tarde descobri que era uma qualidade minha. Foi então que surge a brilhante idéia de dizer que estou afim de uma menina da sala dela do inglês, mentira, até ela sabia, mesmo que negue. Mas colou, com essa história eu a conheci, e aos poucos fomos ficando amigos. Um pouco mais que isso talvez, talvez não, na realidade é difícil desvendar essa parte do mistério. A verdade é que eu adorava passar meu tempo com ela, e por sinal ela também se divertia. Foram muitas histórias legais, até finalmente admitir que sentia algo por ela. Pensei, missão cumprida. Levo o toco, e sigo em frente, simples. Mas a negativa não aconteceu. Problemas a frente, evidente. Começou a pressão, sufocou. Demorei um pouco para aprender a lidar com isso, quanto mais preso parecia estar, mais
linda ela era, mais preso parecia ficar, uma lógica simples até. Nem se comparava com os problemas quase matemáticos que viveria dali para frente.




loucos por games, adoram brincadeiras idiotas e agem como adolescentes de 14 anos ao ver uma mulher.
O quarto episódio da saga, já era play dois, ou seja outra história. Mas isso não foi benéfico não, cachorrada. Se não fosse a nova mecânica, os gráficos bonitos e o Salazar, o anão pimpão, o jogo teria sido uma merda. Por que digo isso? Simples, primeiro porque acabaram com zumbis, e em seu lugar colocaram uma espécie de mexicanos retardados. Porra, ninguém tem medo de mexicano, nem de retardado. Por qu
Ele era tão forte, que era mais eficaz, você descer a murranca no zumbi, do que gastar trinta balas de metranca ou um lança foguete. O cara era assim, um animal, se fosse em qualquer outro Resident, o pessoal infectado correria dele, menos o Nêmesis, que ou mata ou mata, mas ainda assim tenho minhas dúvidas. Mas é verdade que agora a zumbizaiada estava diferente, pilotavam motos, dirigiam caminhões e descarregavam cartuchos de chumbo grosso direto na sua fuça. Mais lembrava um crime organizado, algo como o Rio de Janeiro, ta aí, achei a comparação exata, os "zumbis" agora eram os bandidos, e o Chris, um capitão nascimento da parada. Mas como se não bastasse todo essa carga imensa de baboseiras que fizeram com a história, ainda fizeram o Wesker nos moldes do Matrix desviador de balas. E por sinal isso tem no quarto filme também, rídiculo, isso e o filme. Ou melhor todos eles. Mas nem quero lembrar dessa idiotice cinematográfica que existe.